Cultura Afro no forró!






O Afro Ile Dandara existe em Caruaru há  cerca de 4 anos, 15 pessoas fazem parte do  grupo que resgata a Cultura afro na nossa cidade, mantendo as tradições, nos segmentos culturais e da Educação através da realização de palestras, oficinas e rodas de diálogo. Já no campo cultural com apresentações em escolas, faculdades e entidades diversas, além de shows em casa de entretenimento de Caruaru.

No São João multicultural desse ano, eles vão se apresentar na próxima sexta-feira, dia 16 de Junho às 20 horas no pólo das quadrilhas com o show “Das Raízes Africanas ao São João de Caruaru” onde serão apresentados ritmos tradicionais nordestinos em ritmo de percussão afro sob a regência do Maestro Percussionista Petrucio Cruz que reunirá alguns ritmos nordestinos a exemplo, do côco, baião, forró em toques de percussão afro. Todo mundo convidado pra ver essa caprichada apresentação!

Em que ritmo você ora?






Sempre foi uma tradição nas igrejas evangélicas a formação de corais, que têm uma participação fundamental cantando os hinos de louvor nos cultos; se apresentando também em celebrações especiais como natal, ano novo, dia das mães. Geralmente os corais são bem organizados, músicas com ritmo tradicional, mas esse cenário está mudando!! o segmento de música gospel tem crescido bastante no país inteiro (cerca de 15% ao ano) e ficando cada vez mais diversificado, ritmos como forró, pop rock, sertanejo universitário e até rock estão ganhando letras de louvor e fazendo sucesso Brasil afora.

Aqui em Caruaru temos vários exemplos, há nove anos o ministério Brasas do Altar evangeliza pessoas através da música… e o ritmo? forró! porque não? tem também xote, xaxado e baião. Com inspiração no rei Luiz Gonzaga, as letras de reflexão ganham velocidade em um som contagiante, sem deixar de passar o recado de Deus para os que escutam. Um dos vocalistas, Wellington Torres disse que no começo foi um pouco difícil porque nem todo mundo aceitou essa nova roupagem dada aos hinos de louvor tão tradicionais, “eu não me importei, o que a gente faz é com Deus, por ele e para ele… depois as pessoas começaram a aceitar que a modernidade também chegou à igreja”.

Outro que trouxe uma “inovação” para a linha gospel foi Jonas Souza, aproveitando o sucesso do sertanejo universitário que nos últimos anos tem bombado no país, ele aproveitou para relembrar a infância quando cantava sertanejo de raiz com a mãe, trazendo essa novidade: uma pegada moderna. Nessa linha ele já tem sete trabalhos publicados.

Falando em modernidade e no interesse do público jovem nesse segmento que movimenta mais de um bilhão de reais no Brasil, um exemplo é Daniel Aurdany… aos 24 anos ele lançou um CD apenas com músicas autorais. Tocando Pop Rock, ele espera que a música dele ultrapasse as paredes das igrejas fazendo com que cada vez mais pessoas escutem as letras que, segundo ele, “brotaram do coração” e possam ser tocadas na alma, refletindo sobre a mensagem de Deus para a humanidade.

Wellington Torres, Polly Freire, Jonas Souza e Daniel Aurdany no estúdio do Programa Sobretudo, da Tv Jornal

Vamos agora para um exemplo de voz feminina: nascida e criada participando ativamente das atividades da igreja, Polly Freire lembra que quando criança ia ver a avó cantar no coral. Tendo um exemplo dentro de casa, ela sempre quis segui-lo. Tendo como inspirações Aline Barros e Cassiana, depois de um concurso ao qual foi incentivada à participar, ela percebeu que poderia usar o potencial da voz para levar a palavra de Deus de uma maneira mais abrangente. E que voz!!!

Não importa o ritmo, o local… todos dizem a mesma coisa: atendemos um chamado de Deus e estamos cumprindo nossa missão! De evangelizar e tocar no coração das pessoas através da música, fazendo com que elas se aproximem e conheçam à Deus. Assim eles vão seguindo esse caminho, e nós, somos agraciados com o prazer de refletir, se arrepiar e se emocionar da melhor maneira possível, ouvindo esses talentos! Sucesso sempre, é o que desejo!

Os frutos de um trabalho de regado à fé