Eles estão de volta!






O GATI – GRUPO DE AÇÕES TÁTICAS INTINERANTE se trata de um grupo especializado que trabalha com equipamentos e estratégias diferenciadas da Polícia comum para o combate à criminalidade. Aqui em Caruaru, desde o mês de Março desse ano, as equipes do GATI estavam fora da ativa porque o grupo estava passando por uma reformulação e mudanças no efetivo, ao todo são 32 policiais divididos em equipes que essa semana voltaram ao trabalho nas ruas.

Eles atuam em situações de alta tensão ou ocorrências de risco como rebeliões em presídios, utilizando balas de Borracha, granadas de efeito moral, spray de pimenta e armamento pesado como fuzis e sub-metralhadoras. Para uma cidade como Caruaru, um apoio como esse nas ruas é essencial.

Sub-metralhadora

Fuzil

As abordagens começaram a ser feitas em alguns pontos estratégicos da cidade, apesar de muitos considerarem um transtorno serem parados pela polícia, a sensação de uma maior segurança é o que importa. Todos os dias, antes de sair para o campo, os policiais se reúnem no pátio do 4º Batalhão para fazer uma oração para pedir proteção para mais um dia de trabalho:

A gatinha da Rocam!






Todos os dias, às 7h da manhã, o efetivo da Rocam faz uma oração no 4º Batalhão antes de sair em campo, é feito um aquecimento e depois todos se preparam para mais um dia de trabalho, mas na última terça-feira, antes de ir combater o crime, eles tinham um compromisso… na rua Alfredo Pinto no bairro Santa Rosa. Eles foram conhecer e visitar a Nataly Vitória, ela tem 6 anos e sofre com Broncodisplasia Pulmonar, Hipertensão Pulmonar e Hipoplasia Pulmonar, pelo fato de ter nascido prematura, com 6 meses de gestação. Passou 3 meses internada e depois que completou 1 ano ficou dependente do oxigênio.

Nataly Vitória

Sempre que os policiais da Rocam passam pela casa da garota, ela pede pra mãe abrir a porta pra ver eles passar, ela dá tchau e manda beijos. Sabendo disso eles não mediram esforços para passar uma horinha conversando e se divertindo com ela. Depois que recebeu a visita deles, Nataly passou a ser conhecida pela vizinhança como a “gatinha da Rocam”, apelido que recebeu com muito orgulho.

Em casa ela fica 24 horas com o respirador ligado à uma máquina que é um concentrador de oxigênio. Para poder sair de casa, o que é muito raro, a mãe e a avó tem que sair carregando um cilindro que pesa quase 15 quilos. Nara reivindicou junto ao Ministério Público um aparelho portátil e conseguiu, só que ele apresentou problemas e teve que ir pro conserto em São Paulo. A família começou uma campanha para arrecadar dinheiro para poder pagar, uma rifa está sendo vendida.

Além do conserto deste aparelho que pesa 6 quilos, elas querem conseguir comprar um que seja um pouco mais leve, de 2 quilos, ideal pra idade dela… Nataly sai muito pouco de casa e por conta dessa dependência do oxigênio, nunca frequentou a escola. Para os policiais, esse foi um momento emocionante e de troca de aprendizado, ela mostrou o jeito meigo e alegre com que encara os desafios que a vida lhe apresentou.

Nataly com a mãe, Nara Torres

Essa é mais uma alegria que o jornalismo me proporciona, conhecer essa menina linda e cheia de vida, além de policiais humanos, gentis e solícitos dispostos a colocar um sorriso na boca de uma criança, que dia gratificante em poder contar essa história e ajudar! Confira a reportagem completa aqui embaixo:

Posted by Nayara Vila Nova on Friday, June 16, 2017